O México continua a ser um dos países mais perigosos para jornalistas, com mais de 150 profissionais assassinados desde 2000, segundo relatório da Anistia Internacional. Este cenário faz parte de um panorama de violência generalizada, com mais de 450 mil mortes violentas no país desde 2006, quando o governo lançou a controversa operação antidrogas. O mais recente assassinato ocorreu nesta semana, quando o jornalista e consultor brasileiro Adriano Bachega, de 53 anos, foi morto a tiros em Monterrey, no estado de Nuevo León.
Bachega, que trabalhava como editor-chefe do Diario Digital Online e consultor de empresas, foi atacado enquanto dirigia na avenida que liga Monterrey a San Pedro Garza García. Homens armados dispararam contra o veículo de Bachega, que foi atingido por dez tiros e morreu no local. Seu irmão, Wesley Bachega, lamentou a perda nas redes sociais, descrevendo-o como uma pessoa generosa e bem-humorada.
Este ataque é o segundo crime contra jornalistas na região em menos de uma semana. No último domingo (01), a repórter Victoria Monserrat García Álvarez foi baleada em Montemorelos, mas sobreviveu. A série de crimes contra jornalistas levanta preocupações sobre a segurança da imprensa no México, e o governo brasileiro está acompanhando o caso de Bachega, oferecendo apoio consular à família.
Por: Andreia Fernandes
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.