Uma reforma constitucional que exige que candidatos à Presidência do México renunciem a qualquer outra cidadania avança para a aprovação final no país. A proposta, apoiada pelo governo da presidente Claudia Sheinbaum, também se aplica a candidatos a governador e ao cargo de prefeito da Cidade do México. O texto já foi aprovado pelas duas Casas do Congresso e pela maioria das 32 legislaturas estaduais, mas ainda precisa passar por uma declaração formal de constitucionalidade antes de ser publicado no diário oficial.
Sheinbaum defende a medida como uma forma de proteger o país contra interferências estrangeiras. Críticos, porém, afirmam que a reforma pode restringir direitos políticos de pessoas com dupla cidadania e questionam suas possíveis motivações políticas. A exigência deverá valer para futuros candidatos a partir de 2028 e não afetará os atuais governadores nem as eleições legislativas de 2027.
A Constituição mexicana atualmente não proíbe de forma explícita que presidentes e governadores tenham dupla cidadania. A discussão ocorre em meio às eleições presidenciais de 2030 e ao debate sobre soberania nacional. O governo mexicano afirma que a proposta busca estabelecer exigências específicas para os cargos políticos de maior responsabilidade, enquanto opositores da medida defendem que a dupla cidadania não reduz o vínculo de uma pessoa com o país.
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