A Meta, a empresa por trás do Facebook e Instagram, está sendo investigada por permitir anúncios que direcionam usuários para mercados online de drogas ilícitas. Embora as políticas da empresa proíbam a promoção de substâncias ilícitas, anúncios de drogas como cocaína e opioides prescritos continuam a ser veiculados nas plataformas.
Uma análise realizada pelo The Wall Street Journal, revelou dezenas de anúncios promovendo substâncias ilegais. O Tech Transparency Project, uma organização que investiga plataformas online, também identificou mais de 450 anúncios de drogas no Facebook e Instagram entre março e junho. Os anúncios frequentemente incluem imagens de frascos de medicamentos, pílulas ou até tijolos de cocaína, usando fotos para escapar da moderação de conteúdo automatizada da Meta. Alguns anúncios direcionam os usuários para grupos de chat privados no aplicativo Telegram, onde as transações são realizadas.
Em alguns casos, os anúncios levam a grupos no WhatsApp, serviço de mensagens criptografadas da própria Meta. A Meta afirmou que seus sistemas são projetados para detectar e aplicar sanções contra conteúdos que violam suas políticas, removendo milhares de anúncios por mês. A empresa também destacou que trabalha com autoridades para combater essas atividades e que baniu os usuários responsáveis pelos anúncios ilícitos.
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