A Meta está testando um novo formato de entrevistas técnicas no qual candidatos a vagas de programação poderão usar assistentes de inteligência artificial (IA) durante o processo seletivo. A mudança, revelada por comunicações internas obtidas pelo site 404 Media, reflete a crescente integração da IA no dia a dia de desenvolvedores e indica uma mudança cultural nas contratações da big tech. “Estamos focados em usar IA para ajudar engenheiros em seu trabalho, então faz sentido oferecer essas ferramentas também aos candidatos”, declarou um porta-voz da empresa.
Segundo uma publicação interna, o novo modelo de entrevista é “mais representativo do ambiente real de desenvolvimento” dentro da Meta e ajuda a reduzir trapaças baseadas em ferramentas de linguagem generativa. A empresa abriu inscrições para entrevistas simuladas, buscando entender como candidatos interagem com os assistentes de IA, e coletar dados que vão ajudar a moldar futuras seleções. A iniciativa reforça a tendência do chamado vibe-coding programar com apoio de IA em vez do modelo tradicional de codificação manual.
A medida, no entanto, reacende debates no Vale do Silício sobre a qualidade da nova geração de desenvolvedores. Críticos apontam que o uso excessivo de IA pode formar mais “prompters” do que engenheiros capazes de compreender e corrigir códigos. Enquanto isso, o Google testa o Opal, um app de IA que permite criar aplicações web por meio de comandos de texto pensado justamente para quem não domina programação.
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