O apetite ao risco por aqui voltou a se alinhar ao fôlego tomado nos principais centros financeiros nos últimos dias. Embora a surpresa positiva com o PIB possa implicar outra, desagradável, ações foram embaladas pelo crescimento de retrovisor antes subestimado em seus preços.
Com apenas sete das 85 ações no negativo, o Ibovespa subiu 1,86%, a 117.893 pontos. O saldo semanal ficou positivo em 1,77%. No ano, em 7,43%.
Na maior das economias, o desemprego subiu em agosto, de 3,5% a 3,8% da força de trabalho. A expectativa era de manutenção. Mais importante, o ritmo de aumento mensal dos salários caiu de 0,4% a 0,2%, aquém do 0,3% esperado. Para o bolso dos trabalhadores não chega a ser boa notícia. Mas, a investidores de bolsa, sim. Esfriou mais um tanto a aposta em alta imediata dos juros americanos, embora devam demorar a cair da máxima em mais de duas décadas, de 5,5% ao ano.
Mas o principal empurrão internacional dado no Ibovespa veio da China, cujo desempenho mexe diretamente com fatias largas de sua composição. Por lá, veio a tradicional mãozinha estatal para quando a economia está a perigo. Vieram incentivos à compra de imóveis, atendo ao setor à beira da falência. E como construir demanda aço e produzir demanda minério de ferro.
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