Em sua primeira visita a Israel, o chanceler alemão Friedrich Merz buscou reforçar a parceria histórica entre os dois países após meses de tensão provocados pela guerra em Gaza. Em Jerusalém, Merz reafirmou o compromisso da Alemanha com a segurança de Israel, mas alertou contra anexações na Cisjordânia e defendeu a criação de um Estado palestino, posição rejeitada por Benjamin Netanyahu.
Merz evitou convidar o premiê israelense para visitar a Alemanha devido à ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu. A viagem, que demorou oito meses para ocorrer, simboliza uma tentativa de reconstruir laços após a Alemanha suspender temporariamente o envio de armas usadas em Gaza.
Apesar das divergências sobre o futuro palestino, os dois líderes concordaram na necessidade de enfraquecer o Hamas. A visita também marcou o esforço alemão de reafirmar sua responsabilidade histórica com Israel, embora Merz tenha evitado usar a tradicional expressão “razão de Estado”.
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