O anúncio de tarifas "recíprocas" pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou pânico nos mercados globais ontem (4), levando as Bolsas de Valores a quedas expressivas e afetando o câmbio. Em Nova York, o Dow Jones recuou 3,98%, enquanto o S&P 500 caiu 4,84%, na pior sessão desde junho de 2020. A Nasdaq, que concentra gigantes da tecnologia, sofreu o maior tombo, com queda de 5,97%, puxada pelo derretimento das ações da Apple (-9,32%), Amazon (-8,98%) e Meta (-8,96%). O impacto também atingiu a Europa e a Ásia, com recuos superiores a 3% nos índices de Frankfurt, Paris e Milão, além de uma queda de 2,77% no Nikkei, no Japão.
No Brasil, o Ibovespa fechou praticamente estável (-0,04%), aos 131,1 mil pontos, sustentado pelo fato de que o país foi taxado com a alíquota mínima de 10%, enquanto a China, por exemplo, enfrentará tarifas de 34%. No mercado de câmbio, o dólar caiu 1,20%, fechando a R$ 5,62, no menor nível desde outubro de 2024. O recuo do dólar também foi sentido globalmente, com o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante seis divisas fortes, registrando queda superior a 2%. Enquanto analistas alertam para riscos de inflação e recessão nos EUA, Trump minimizou os impactos e afirmou que a economia americana terá um "boom de crescimento", apesar das reações negativas do mercado.
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