A abertura do mercado livre de energia tem gerado resultados positivos na contenção de custos para o setor produtivo brasileiro. Segundo a pesquisa "Sondagem Especial Indústria e Energia 2026", realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 73% das empresas que migraram do mercado cativo para o ambiente livre registraram queda na conta de luz. O levantamento indica que 41% das indústrias nacionais já aderiram à modalidade desde que novas regras entraram em vigor em 2024, e que 37% das empresas ativas no mercado regulado em baixa tensão planejam migrar nos próximos anos.
O estudo da CNI destaca que a eletricidade representa o principal insumo energético para 79% das indústrias, com 83% dos empresários considerando a tarifa um fator decisivo para a competitividade industrial. Para conter a variação de preços registrada nos últimos 12 meses, 64% das companhias adotaram iniciativas para reduzir despesas, com a troca de ambiente de contratação sendo a medida mais adotada (30%), seguida por investimentos em eficiência energética e autogeração de energia (13%).
A adesão ao mercado livre varia de acordo com o porte das empresas, concentrando-se em 63% das grandes indústrias em alta tensão e caindo para 22% no segmento das pequenas. Setores como a indústria calçadista e o ramo de produtos de borracha lideram a busca por soluções para diminuição de custos tarifários. Para a CNI, o país ainda precisa avançar em reformas estruturais no setor elétrico, com a criação de tarifas mais dinâmicas e a revisão de subsídios que encarecem a tarifa final.
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