quinta, 23 de abril de 2026
18/01/2026   09:20h - Animais

Menos proteção, mais indivíduos: a estratégia evolutiva das formigas

Um estudo publicado na revista Science Advances revela que espécies de formigas que vivem em grandes colônias adotam uma estratégia evolutiva curiosa: elas investem menos na proteção física de cada operária para produzir indivíduos em maior quantidade. Ao analisarem centenas de espécies, os cientistas descobriram que, quanto maior o grupo, mais fina é a cutícula, a camada externa que protege o inseto contra predadores e variações térmicas, das trabalhadoras.


Essa redução de "custos de fabricação" permite que a colônia direcione nutrientes e energia para gerar um contingente massivo de operárias. Embora cada formiga seja individualmente mais frágil, a estratégia foca no sucesso coletivo. Para essas sociedades complexas, ter um exército numeroso para explorar territórios e defender o ninho é mais vantajoso do que investir em poucos indivíduos altamente resistentes, mas caros para o ecossistema do formigueiro.


Os pesquisadores concluíram que essa adaptação foi fundamental para a evolução social dos insetos, facilitando a sobrevivência em ambientes com recursos escassos. O estudo mostra que o tamanho da colônia é o fator principal nessa mudança física, superando influências de clima ou dieta. Assim, a diversificação das formigas ao longo do tempo dependeu dessa escolha evolutiva: priorizar a força do número em vez da robustez individual.

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