Tuesday, 09 de June de 2026
18/05/2023   17:11h - Polí­tica

Mauro Cid adota silêncio como estratégia em primeiro depoimento à PF

Durante seu depoimento na sede da Polícia Federal nesta quinta-feira, 18, o tenente-coronel Mauro Cid, assistente pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), optou por permanecer em silêncio. Recentemente, ele foi detido sob acusações de envolvimento em um esquema de falsificação de dados de vacinação no sistema do Ministério da Saúde.

 

Cid é suspeito de coordenar e executar as modificações, incluindo os registros de vacinação de Bolsonaro e sua filha Laura. No entanto, durante o interrogatório, não apenas foram feitas perguntas sobre a fraude. A Polícia Federal tinha a intenção de questionar o militar sobre um suposto plano de golpe discutido em conversas com outros aliados de Bolsonaro.

 

A justificativa que ele deveria apresentar seria de natureza pessoal, destacando que possui familiares no exterior que requerem visitas frequentes. No entanto, o receio de ser vacinado contra a Covid-19 – exigência para entrada em outros países – teria levado Cid a orquestrar a falsificação dos documentos.

 

Mensagens obtidas do celular do ex-assistente pela Polícia Federal revelaram conversas entre ele e sua esposa nas quais expressavam dúvidas sobre as vacinas. Vários especialistas já afirmaram a segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19.

 

Esperava-se que, diante das evidências, ele confessasse o delito de falsificação de documentos, que é considerado de menor gravidade, e talvez conseguisse um acordo para uma pena leve. No entanto, quando questionado pela Polícia Federal sobre o cartão de Bolsonaro, Cid se distanciaria do assunto.

 

A avaliação é de que existem muitas provas contra Mauro Cid, especialmente relacionadas às falsificações de registros para ele e sua família, tornando extremamente difícil evitar uma condenação. 

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