A Mata Atlântica é hoje o epicentro dos desastres climáticos no país, concentrando 80% dos alertas e ocorrências de desastres naturais, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Embora a Amazônia seja o foco global para a redução de emissões, é na Mata Atlântica que a crise se manifesta com mais drama, afetando o território que abriga 72% da população brasileira e gera 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Eventos extremos recentes em cidades como Porto Alegre (RS), Petrópolis (RJ), São Sebastião (SP), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) exemplificam como os estados do Sul e Sudeste, além de partes do Nordeste, estão na linha de frente dessas catástrofes. Especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) preveem que a combinação de relevo acidentado e tempestades cada vez mais severas tornará a região ainda mais suscetível a tragédias.
Nesse cenário, a adaptação climática torna-se uma prioridade urgente, especialmente para proteger populações vulneráveis em áreas de risco. Para os autores, recuperar a Mata Atlântica deixou de ser apenas uma meta de conservação ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência indispensável para a resiliência do Brasil, protegendo a vida de milhões de cidadãos que vivem entre o litoral e as serras brasileiras.
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