As autoridades iranianas confirmaram à agência Reuters que o número de mortos em decorrência dos protestos no país chegou a pelo menos 5.000 pessoas, incluindo cerca de 500 integrantes das forças de segurança. Segundo um oficial que não quis se identificar, os confrontos mais violentos foram registrados nas áreas curdas do noroeste do Irã, onde há atuação de grupos separatistas.
O governo de Teerã atribui a violência a "terroristas e manifestantes armados", acusando potências estrangeiras como Israel de apoiar e equipar os insurgentes. Em junho de 2025, Israel já havia realizado ataques militares contra o território iraniano, o que elevou a tensão na região. Em contrapartida, o grupo de direitos humanos HRANA, baseado nos EUA, apresenta dados diferentes, confirmando 3.308 mortes e relatando mais de 24 mil prisões.
Diante da crise, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, endureceu o discurso e ordenou que as autoridades ajam com rigor para "quebrar as costas dos insurgentes". Durante um evento religioso neste domingo (18), Khamenei afirmou que não haverá perdão para os envolvidos nos distúrbios, classificando-os como criminosos a serviço de interesses externos. O cenário em janeiro de 2026 permanece de extrema instabilidade política e repressão estatal.
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