As Marinhas da Rússia e da China fizeram nesta semana, pela primeira vez, uma patrulha conjunta com submarinos. A manobra ocorre após exercícios das duas Forças e uma missão também inédita com diversas embarcações dos aliados.
Ao mesmo tempo, o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, afirmou que os dois países "se preparam para nos confrontar" e que a aliança militar ocidental precisa se preparar para a "expansão da indústria de defesa" de Moscou e Pequim.
Os sinais trocados fazem parte de uma escalada que vem desde a guerra-relâmpago de 2008 em que o Kremlin garantiu a autonomia de áreas russófonas da Geórgia, impedindo na prática o acesso da pequena república ex-soviética à Otan.
Depois veio a anexação da Crimeia e a guerra civil no leste da Ucrânia, em 2014, pelo mesmo motivo, que é o "casus belli" principal de Vladimir Putin para a invasão total do vizinho em 2022. Vinte dias antes da ação, o russo encontrou-se com o líder chinês Xi Jinping e selou uma parceria estratégica.
Ela não é uma aliança militar formal, mas ambos os países passaram a intensificar suas patrulhas e exercícios conjuntos. Já a Otan, de lá para cá, achou uma razão de ser, mas isso entrou em suspenso com a volta de Donald Trump ao poder.
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