Com um ministério esvaziado em funções e tendo um embate entre um órgão seu, o Ibama, e outro estratégico para o governo, a Petrobras, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, reconheceu que não tem “força política e voto suficiente” no Congresso para fazer passar pautas de seu interesse, e que a base da “frente ampla” formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não caminha unida neste tema.
A ministra diz que falta “compreensão” de uma parte de deputados e senadores sobre o problema da mudança climática e do desmatamento, a quem classificou de “negacionista”. Segundo Marina Silva, o presidente fez o que foi possível para vetar e restabelecer as competências do ministério, mas que não é suficiente na relação com o Congresso.
“Infelizmente, a base do governo é de mais ou menos 150 deputados para temas de meio ambiente, direitos humanos, questão indígena, direitos das mulheres e políticas de juventude e de cultura”, disse em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta (14).
Marina Silva afirmou que houve também uma “resistência muito grande” em se aumentar os recursos do governo, na PEC fura-teto, para pastas como Meio Ambiente e Direitos Humanos, em que parte poderia ser usado para criar a Autoridade Climática, que não saiu do papel. “O desenho já está pronto”, afirmou.
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