Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, foi libertada após ser detida de forma violenta ao deixar uma manifestação em Caracas nessa semana. De acordo com sua comitiva, forças do regime dispararam contra sua moto, forçando-a a descer e a gravar vídeos sob ameaça de armas. A detenção ocorreu durante os protestos contra a posse de Nicolás Maduro, marcada para o dia 9 de janeiro, após alegações de fraude nas eleições.
Machado, que havia permanecido em clandestinidade por meses, decidiu se juntar aos manifestantes para pressionar Maduro a desistir do cargo. Ela apelou à população para se mobilizar contra a posse do presidente, alegando que seu candidato, Edmundo González, venceu as eleições com o dobro dos votos de Maduro. Embora houvesse apoio a Maduro nas ruas de Caracas, os protestos da oposição foram de menor escala.
Os manifestantes, incluindo muitos idosos, se concentraram em pontos estratégicos de Caracas, pedindo liberdade e reconhecendo González como o presidente legítimo. Enquanto isso, Maduro se preparava para sua posse, e González enviou uma mensagem de esperança, prometendo retornar em breve à capital para assumir a presidência da Venezuela.
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