Neste mês, ocorre a campanha mundial do “Março Amarelo”, destinada à conscientização a respeito da endometriose, uma doença que atinge aproximadamente 10% das mulheres em idade fértil, ou seja, cerca de 6 milhões de brasileiras.
A condição costuma ser comum entre mulheres jovens em período fértil e pode se manifestar logo após a primeira menstruação. A doença acontece devido ao crescimento inadequado do endométrio, tecido que recobre a parte interna do útero e descama na menstruação.
Quando acontece esse crescimento anormal, o tecido pode migrar e se implantar em órgãos da região pélvica, atingindo principalmente ovários, parte inferior do útero, intestino e bexiga, gerando um processo inflamatório no organismo da mulher.
O principal fator de risco para o desenvolvimento da endometriose, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), é o histórico familiar. O instituto apresentou dados que indicam um maior risco pacom a doença (mãe e irmãs), mas outros fatores podem favorecer a manifestação da doença, como ciclos menstruais irregulares, períodos menstruais muito longos (mais de sete dias de duração), não ter tido nenhuma gravidez e a presença de anomalia uterina.
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