quinta, 23 de abril de 2026
07/02/2026   08:00h - Entrevistas

Marcellus Campêlo, secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), projeta avanços históricos para o sistema habitacional do Amazonas em 2026

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) desempenha um papel estratégico na modernização e organização das cidades amazonenses, atuando como o principal braço de planejamento e execução de políticas de habitação, saneamento e infraestrutura. Sua atuação é focada em transformar o ambiente urbano por meio da regulação do uso do solo e da melhoria da mobilidade, garantindo que o crescimento das cidades ocorra de forma ordenada. Na prática, a Sedurb beneficia a população ao reduzir o déficit habitacional e ao levar serviços básicos de saneamento para áreas anteriormente desassistidas, elevando o padrão de dignidade e cidadania dos moradores.

Juntamente com esse trabalho, a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) funciona como um centro de excelência na gestão de programas complexos e de alto impacto social, como o emblemático Prosamin+. A unidade atua na captação de recursos junto a organismos internacionais e na coordenação técnica de obras que integram urbanismo com sustentabilidade ambiental e requalificação social. Juntas, Sedurb e UGPE formam um sistema robusto que beneficia o cidadão amazonense ao integrar moradia digna, parques urbanos e saneamento de qualidade.

O ON Jornal conversou com o secretário titular da Sedurb e UGPE, Marcellus Campêlo, que explicou como as pastas tem atuado nos últimos anos e quais projetos estão por vir em 2026. Confira.



ON Jornal — Secretário, a Sedurb e a UGPE encerraram 2025 com entregas expressivas. Quais os principais avanços que o senhor destaca na capital e no interior nas áreas de habitação e infraestrutura urbana no ano passado?

Marcellus Campêlo — 2025 foi um ano muito simbólico para a política urbana do Amazonas. Na capital, avançamos fortemente no Prosamin+, com reassentamentos dignos, urbanização de áreas historicamente alagadas, implantação de parques, equipamentos públicos e novos eixos de mobilidade. Estamos falando de milhares de famílias que deixaram áreas de risco para viver com dignidade, saneamento e acesso a serviços.

No interior, ampliamos a atuação do Estado como nunca. Entregamos sistemas viários urbanos, iluminação pública em LED, habitação, abastecimento de água e obras estruturantes que mudaram a paisagem e a dinâmica econômica dos municípios. A Sedurb e a UGPE passaram a atuar de forma integrada, com planejamento, execução e controle, garantindo eficiência e resultados concretos para a população.



ON Jornal — O programa Ilumina+ Amazonas alcançou a marca histórica de concluir a instalação de LED em todos os 61 municípios do interior e em centenas de comunidades rurais e ribeirinhas em 2025. Como esse projeto impactou a economia dos municípios e qual o balanço final dessa iniciativa para o Estado?

Marcellus Campêlo — O Ilumina+ Amazonas é um divisor de águas. A iluminação em LED trouxe mais segurança, valorização dos espaços públicos, estímulo ao comércio noturno e redução expressiva dos custos com energia e manutenção para os municípios.

Do ponto de vista econômico, o impacto é direto: ruas mais iluminadas significam mais circulação de pessoas, mais atividade econômica e mais qualidade de vida. Para o Estado, o balanço é extremamente positivo. Universalizamos o LED no interior, algo inédito no Brasil, alcançando também comunidades rurais e ribeirinhas. É uma política pública com efeito imediato e legado permanente.



ON Jornal — Recentemente, o Governo do AM alinhou novas metas com o BID para acelerar as obras do Prosamin+ em 2026. Quais são os próximos conjuntos habitacionais a serem entregues?

Marcellus Campêlo — Esse alinhamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento nos permitiu ajustar cronogramas e acelerar entregas. Em 2026, vamos avançar na entrega de novos conjuntos habitacionais vinculados ao Prosamin+, especialmente nas áreas do Igarapé do 40, Comunidade da Sharp, Manaus 2000 e demais trechos já em obras.

Nosso foco é garantir que cada reassentamento venha acompanhado de infraestrutura completa: saneamento, áreas de convivência, mobilidade e acesso a serviços públicos. Não se trata apenas de entregar moradia, mas de reconstruir territórios com dignidade urbana.



ON Jornal — O planejamento para 2026 prevê a entrega de mais obras estruturantes nas áreas de saneamento, habitação e mobilidade. Como o Estado pretende ampliar o alcance do programa Amazonas Meu Lar?

Marcellus Campêlo — O Amazonas Meu Lar é o maior programa habitacional da história do Amazonas e ele entra em uma nova fase. Em 2026, vamos ampliar o programa, fortalecendo parcerias com municípios, setor privado e instituições financeiras. O objetivo é atender diferentes perfis: famílias em reassentamento, déficit habitacional urbano e interiorização da política habitacional.

Estamos estruturando soluções que combinam subsídio, financiamento e produção habitacional direta, sempre integradas à infraestrutura urbana. Moradia não pode ser pensada de forma isolada — ela precisa vir junto com saneamento, mobilidade e equipamentos públicos.



ON Jornal — O Amazonas está apresentando 20 propostas na Conferência Nacional das Cidades este mês, após a reativação do ConCidades-AM sob sua liderança. Como essa articulação com o Governo Federal fortalecerá o desenvolvimento metropolitano sustentável no Amazonas nos próximos anos?

Marcellus Campêlo — A reativação do ConCidades-AM foi estratégica. Ela recoloca o Amazonas no centro do debate nacional sobre política urbana. As propostas que levamos à Conferência Nacional das Cidades refletem a realidade amazônica: grandes distâncias, áreas ribeirinhas, desafios climáticos e necessidade de soluções inovadoras.

Essa articulação com o Governo Federal fortalece o planejamento metropolitano, amplia o acesso a financiamentos e garante que os programas nacionais dialoguem com as especificidades da nossa região. O que estamos construindo é uma agenda de desenvolvimento urbano sustentável, com visão de longo prazo e foco em legado para as próximas gerações.

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