quarta, 21 de outubro de 2026
12/10/2026   15:40h - Mundo

Manifestantes voltam às ruas na Índia e exigem renúncia do chefe da Comissão Eleitoral

Foto: Francis Mascarenhas

Manifestantes voltaram às ruas de Nova Délhi para exigir a renúncia de Gyanesh Kumar, chefe da Comissão Eleitoral da Índia. Os protestos são liderados por integrantes de movimentos juvenis e grupos estudantis, incluindo a Cockroach Janta Party (CJP). A mobilização ocorre em meio a acusações de irregularidades na revisão das listas eleitorais do país. Críticos do processo afirmam que a exclusão de milhões de eleitores pode prejudicar grupos minoritários e favorecer o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, acusações que são negadas pelo governo e pela Comissão Eleitoral.

 

A mobilização provocou uma forte operação de segurança na capital indiana. Milhares de manifestantes foram detidos no sábado, e novas detenções foram registradas no domingo, quando grupos tentaram realizar atos públicos em diferentes pontos da cidade. As manifestações também tiveram repercussão em outras localidades, incluindo Mumbai, Kolkata e Pune. Entre as principais reivindicações estão maior transparência no processo eleitoral e a responsabilização das autoridades pelas mudanças nos registros de eleitores. O movimento juvenil também vem levantando questões relacionadas ao acesso à educação pública e às oportunidades de emprego para os jovens.

 

Diante da situação, a Suprema Corte da Índia realizou uma audiência extraordinária e determinou que manifestantes pacíficos não sejam detidos ilegalmente, além de orientar que os serviços de transporte e o acesso à internet funcionem normalmente, respeitadas as exigências legais. Líderes do movimento que haviam sido detidos foram libertados por ordem judicial e afirmaram que pretendem continuar as mobilizações. O episódio amplia o debate nacional sobre transparência eleitoral, direito de manifestação e atuação das autoridades públicas, enquanto os organizadores prometem manter a pressão por mudanças.

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