Mais de 100 trabalhadores da cadeia produtiva do pirarucu na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Amazonas, foram capacitados ao longo de 2024 para aprimorar o manejo sustentável do pescado. A iniciativa, promovida pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), faz parte do projeto de rastreabilidade do pirarucu, que busca inovar na gestão do negócio e fortalecer a comercialização do produto. A ação foi selecionada para receber recursos da Positivo Tecnologia, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPbio).
O projeto envolve 56 manejadores e 45 famílias de três comunidades e inclui treinamentos sobre boas práticas de manejo, monitoramento e contagem de lagos. Além disso, será criado um sistema tecnológico de rastreamento via blockchain, permitindo que consumidores acompanhem todo o processo, desde a pesca até a comercialização. Segundo Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS, a tecnologia aumentará a transparência e credibilidade do produto no mercado, fortalecendo sua procedência e qualidade.
Para 2025, estão previstas novas ações, como um workshop de manuseio da tecnologia, a implementação de um e-commerce para venda do pirarucu e a construção de um flutuante para beneficiamento do pescado. Também será reformada uma unidade de processamento em Fonte Boa, visando obter o Selo de Inspeção Estadual (SIE), que permitirá a comercialização dentro do Amazonas. Para os manejadores, a expectativa é de que a valorização do produto traga preços mais justos e maior segurança alimentar à região.
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