A Força-Tarefa coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), composta por auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro e procuradores do Ministério Público do Trabalho da 1ª Região, concluiu nesta semana, uma operação que resgatou 14 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante o Rock in Rio 2024. Os trabalhadores haviam sido contratados por uma empresa terceirizada responsável por atividades operacionais para a organizadora do evento.
A fiscalização, realizada em setembro, teve o objetivo de verificar se expositores, comerciantes e contratantes de músicos no evento estavam cumprindo as obrigações trabalhistas. As vítimas atuavam como carregadores de diversos materiais, como grades, cases, painéis de LED, bebidas, barricadas, brindes e estruturas metálicas.
Os trabalhadores haviam sido contratados com a promessa de receber diárias entre R$ 90 e R$ 150, com 21 horas de trabalho. No entanto, os valores prometidos não foram integralmente pagos.
O resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Rock in Rio não é inédito. Em 2013, 93 trabalhadores foram resgatados em uma empresa terceirizada do setor de fast food. Na ocasião, a empresa cobrava pelo credenciamento, atraindo trabalhadores de diversas regiões e forçando-os a arcar com passagens, hospedagem e ingressos. Os trabalhadores eram alojados em comunidades próximas e passavam noites ao redor do evento, sem garantias de alimentação, água ou descanso, com retenção de documentos. Em 2015, 17 trabalhadores também foram resgatados, com jornadas exaustivas e alojamento precário, além da retenção de documentos e falta de pausas, alimentação e hidratação.
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