O estado de São Paulo registrou 2,6 mil focos de calor, dos quais 81,29% ocorreram em áreas agropecuárias, conforme levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), entre os dias 22 e 24 de agosto. A maior parte dos focos foi detectada em regiões de cultivo de cana-de-açúcar, mosaicos de usos e pastagens, revelando a intensa atividade agrícola como principal fator contribuinte para os incêndios.
O monitoramento, realizado por meio de imagens de satélite e dados da Rede MapBiomas, apontou que formações florestais nativas também foram fortemente impactadas, representando 13,57% dos focos. Pitangueiras, Altinópolis, Sertãozinho, Olímpia e Cajuru, cidades próximas a Ribeirão Preto, concentraram 13,31% dos registros de incêndios no período.
Na última sexta-feira (23), o número de focos de calor em São Paulo superou o registrado em todos os estados da Amazônia juntos, fato que, segundo o Ipam, evidencia a gravidade da situação. A diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, comparou o episódio a um "Dia do Fogo", similar ao ocorrido na Amazônia em 2019, destacando a presença de uma cortina de fumaça que se formou ao longo do dia, principalmente na região oeste do estado.
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