Os Estados Unidos deportaram 11.274 brasileiros entre 2019 e 2025, segundo dados da Polícia Federal. O pico ocorreu em 2022, sob o governo Joe Biden, quando 4.274 pessoas foram enviadas de volta ao Brasil. A administração de Donald Trump, que retomou a presidência em 2025, intensificou as deportações, adotando medidas rigorosas contra imigrantes, incluindo prisões em escolas, igrejas e hospitais.
Em um voo ocorrido logo após a posse de Trump, deportados relataram agressões por agentes americanos durante uma escala no Panamá, onde ficaram presos na aeronave, sem ar-condicionado, e algemados nos pés e mãos. O Itamaraty classificou as condições como "degradantes" e denunciou a violação do acordo que prevê tratamento digno aos repatriados. O governo brasileiro já havia solicitado o fim do uso indiscriminado de algemas desde 2021, quando foram registrados casos de homens e mulheres algemados na frente dos filhos durante voos de deportação.
Apesar dos apelos do Brasil, os EUA seguem justificando as medidas com base em normas nacionais de segurança. O uso de voos fretados para deportar brasileiros sem direito a recurso continua sendo uma prática recorrente. Enquanto isso, a gestão Trump mantém a agenda anti-imigração, acusando governos estrangeiros de facilitar a entrada ilegal de migrantes e reforçando políticas que dificultam a permanência de imigrantes sem documentação no país.
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