Mais de 100 botos já foram encontrados mortos nas águas do remoto Lago Tefé, situado no estado do Amazonas, entre os meses de setembro e outubro de 2023. Infelizmente, os números continuam a aumentar. Esse evento trágico está abalando a comunidade científica e ambiental, que agora está se esforçando para entender as causas por trás dessa tragédia e suas implicações mais amplas.
A morte dos botos na Amazônia é um acontecimento de grande porte, não apenas pelo número de vítimas, mas também pela situação crítica das espécies envolvidas. Os botos-cor-de-rosa e os botos-tucuxi são considerados ameaçados de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido ao declínio de sua população e às diversas ameaças que enfrentam, como poluição industrial, agricultura e exploração de petróleo.
A causa exata da morte em massa dos botos continua sob investigação, mas as altas temperaturas da água desempenham um papel de destaque nas suspeitas.
No final de setembro, as temperaturas no Lago Tefé atingiram impressionantes 38,8 °C, um valor muito acima do normal. Esse aumento repentino no calor pode ter causado desorientação nos botos, levando-os a nadar em círculos e, eventualmente, a morrer por falta de oxigênio, assim como ocorre com os peixes.
A região amazônica brasileira está atualmente no meio de uma seca extrema, que especialistas acreditam que poderá durar até o início de 2024.
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