Mais de 10 mil professores já foram selecionados por redes públicas de ensino utilizando os resultados da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), realizada em 2025. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a avaliação foi criada para auxiliar estados e municípios na contratação de profissionais e ampliar o número de docentes efetivos nas redes públicas.
Na primeira edição, mais de 1,08 milhão de pessoas se inscreveram para fazer a prova. Cerca de 70% dos inscritos compareceram à avaliação, o equivalente a 760.118 candidatos. Entre os participantes, aproximadamente 492 mil, ou 65%, alcançaram o nível de proficiência considerado adequado pelo MEC. Cerca de 220 mil participantes também se inscreveram posteriormente em processos seletivos de redes estaduais e municipais que utilizaram a nota da avaliação.
A primeira edição contou com a adesão de 1.508 redes municipais e 22 estaduais. Para a edição de 2026, a participação aumentou: 2.031 entes federativos aderiram à iniciativa, incluindo 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. A segunda prova foi aplicada no dia 20 de setembro, em 806 cidades, com mais de 625,9 mil inscritos e avaliação de 21 áreas de licenciatura.
Criada pelo MEC dentro do programa Mais Professores para o Brasil, a PND é realizada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O exame pode ser utilizado por estados e municípios em seus próprios processos seletivos, mas não substitui um concurso público nem funciona como certificação para o exercício da profissão. A avaliação reúne questões de formação geral docente, uma questão discursiva e itens específicos relacionados à área de licenciatura escolhida pelo candidato.
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