Ponto estratégico e de tensão na Guerra da Ucrânia, a usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa, foi desligada por razões de segurança. A estrutura tem provocado temores devido ao seu potencial de catástrofe radioativa em decorrência do conflito, que completou 200 dias neste domingo (11).
Curiosamente o desligamento só foi possível depois de ser restabelecida a eletricidade na região onde a usina está localizada. A energia havia sido cortada devido a combates, e Zaporíjia vinha sendo alimentada por apenas um de seis reatores que se mantinha operacional e fornecia energia a sistemas de segurança.
A usina de Zaporíjia foi tomada por forças russas ainda no começo do conflito. Nos últimos dias, ambos os lados vêm se acusando de travar perigosos combates em torno do complexo, o que aumenta o risco de acidentes radioativos. Há preocupações de que um reator ou depósitos de lixo atômico ao redor da estrutura sejam atingidos. O desligamento da usina coincide com a intensificação da contraofensiva ucraniana no conflito contra a Rússia.
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