Uma análise do potencial agrícola de 7,2 milhões de hectares na Amazônia que estão em processo de regeneração mostrou que, deste total, 5,2 milhões de hectares – ou 73% do total mapeado – estão em locais sem aptidão agrícola. Isso significa que é possível recuperar a floresta em larga escala a baixo custo e sem perder terras agricultáveis.
Os dados fazem parte do estudo de autoria dos pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O trabalho faz parte do projeto Amazônia 2030 e foi publicado na noite do dia 24 (Quinta-feira).
Áreas em regeneração são aquelas que foram desmatadas no passado e cuja vegetação nativa volta a crescer, passados alguns anos. No estudo, os pesquisadores do Imazon analisaram locais em que a vegetação secundária – esta que cresce em área que foi desmatada – possuía acima de seis anos.
A área classificada como tendo baixa aptidão agrícola é aquela em que há grande limitação para o plantio por estarem em aclives ou declives, o que dificulta o ingresso de máquinas agrícolas, como plantadeiras e colheitadeiras. O total mapeado nestas condições na Amazônia é maior do que o território do estado do Rio de Janeiro.
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