Durante milhões de anos, elefantes africanos cruzaram o continente livremente, misturando genes entre populações separadas por milhares de quilômetros.
Esse movimento contínuo foi o que manteve a saúde genética da espécie ao longo de eras. Mas esse equilíbrio está se desfazendo e um novo estudo mostra que as consequências já são visíveis no DNA dos animais.
Publicado na última semana na revista "Nature Communications", o maior mapeamento genômico de elefantes africanos já realizado analisou 232 genomas completos de animais coletados em 17 países africanos. Os resultados revelam um retrato preocupante: onde os elefantes perderam a capacidade de se mover e se misturar, os sinais de isolamento genético já aparecem e em alguns casos, de forma severa.
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