O Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, consolidou-se como a maior floresta urbana do planeta, protegendo 12.500 hectares de Mata Atlântica contínua. Um levantamento recente identificou 479 espécies na região, incluindo animais de grande porte como a onça-parda e uma flora riquíssima que abriga um jequitibá-rosa centenário de 500 anos, reforçando o papel do parque como um santuário de biodiversidade cercado pela metrópole.
Além da riqueza biológica, a reserva desempenha funções ecológicas vitais para a capital fluminense, atuando diretamente na regulação climática e na prevenção de enchentes. Suas nascentes são responsáveis por alimentar reservatórios estratégicos, como o do Camorim, garantindo o abastecimento hídrico de qualidade para milhares de moradores das zonas vizinhas e combatendo o efeito das ilhas de calor urbano.
Apesar de sua importância, o parque enfrenta pressões constantes da especulação imobiliária, incêndios florestais e invasões que ameaçam a integridade da fauna e flora. Especialistas destacam que o fortalecimento do turismo sustentável e a fiscalização rigorosa são essenciais para manter os serviços ecossistêmicos desta floresta, que equilibra a conservação ambiental com o lazer e a geração de renda para a comunidade local.
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