Com 6.640 vagas para servidores efetivos, o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) será a maior contratação da Administração Pública Federal nos últimos 10 anos. O número expressivo de novos ingressos evidencia a necessidade de reposição de pessoal em diversas áreas essenciais, segundo dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP). Desde 2010, quase 246 mil servidores do Executivo Federal se aposentaram, e a projeção indica que mais 57 mil devem deixar seus cargos até 2026.
A retomada dos concursos públicos faz parte da estratégia de Transformação do Estado, liderada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Além de garantir a continuidade de serviços essenciais, como seguridade social, fiscalização trabalhista e licenciamento ambiental, o governo também reativou a Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), interrompida desde 2016. Como resultado desse diálogo, foi estabelecida a Medida Provisória nº 1.286, que prevê reajustes salariais para 100% dos servidores federais em 2025 e 2026.
Para o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso, o CPNU desmistifica o argumento de "inchaço" do setor público. "O que está em jogo é a continuidade da máquina pública e das políticas essenciais para a população e os territórios", afirmou. Com 66,3 mil servidores já elegíveis para aposentadoria, a recomposição do quadro funcional é vista como uma medida fundamental para garantir a eficiência e a modernização da Administração Pública Federal.
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