Monday, 08 de June de 2026
11/12/2024   16:38h - Notícias Gerais

Mãe e filha pulam de lancha para escapar de colisão com navio cargueiro em Santos-SP

Mãe e filha pulam de uma lancha sem combustível para escapar do impacto com um navio no canal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

 

Segundo José Carlos de Lima, um marinheiro que participou do resgate das tripulantes, as mulheres, de 51 e 81 anos, abandonaram a lancha após verificarem que a embarcação havia parado de funcionar. Em um vídeo, é possível ouvir o apito do navio soando cada vez mais alto à medida em que se aproximava delas.

 

O marinheiro contou ter sido acionado para a ocorrência junto com um colega. Segundo ele, a mulher de 51 anos havia sido resgatada e levada de volta para a lancha quando chegaram. A idosa, porém, permanecia na água com duas boias.

 

"Colocamos nossa lancha ao lado da delas e começamos a trazer a senhora", lembrou ele. De acordo com o profissional, o resgate também contou com o auxílio de um casal em uma moto aquática.

 

Lima explicou o procedimento para retirar as embarcações [deles e das vítimas] do meio do canal do Porto de Santos.

 

"Pegamos o cabo [corda] da lancha delas e amarramos na nossa. Depois, rebocamos para a margem do canal porque havia mais manobras de entrada e saída de navios", disse ele.

O marinheiro foi o responsável por pilotar a embarcação enquanto o colega acalmava as vítimas. "A senhora de 51 anos relatou que iria sair da Marina Astúrias para abastecer a lancha no Iate Club para passear, mas no meio do percurso a lancha parou de funcionar", comentou.

 

Os profissionais checaram que o tanque da lancha das mulheres estava vazio e, assim, rebocaram a embarcação até o posto de combustível da Marina Astúrias, onde deixaram as mulheres. Segundo ele, um mecânico avaliaria o veículo que ficou à deriva.

 

A equipe da Praticagem orientou a família quanto aos riscos de pular no mar sem coletes salva-vidas. “Ela disse que, ao ver o navio se aproximando, ficou apavorada e mandou a mãe pular. Então, pulou em seguida”, relatou Lima. De acordo com ele, o caso poderia ter terminado em tragédia.

 

"Por exemplo, se uma delas tivesse câimbras nas pernas dentro d'água, a outra ia tentar salvar e poderia ter acontecido o pior. Então ela abaixou a cabeça, pediu desculpas e agradeceu por tudo que fizemos”, relembrou o marítimo.

 

Para ele, o sentimento é de dever cumprido. “É muito gratificante, inclusive comentei com o Cleber [colega que ajudou no resgate] que estava muito feliz, pois salvamos uma vida, duas na realidade”, disse.

 

De acordo com Lima, a Praticagem está sempre preparada para as situações no mar. No entanto, a população deve tomar cuidado com esse tipo de ocorrência no verão.

 

“Já ocorreram vários acidentes desse tipo, mas como nós estamos atentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sempre estaremos envolvidos, preparados e dispostos a ajudar. Agora com a chegada de verão, com muitas embarcações pequenas, o cuidado deve ser maior ainda”, finalizou.

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