O ditador venezuelano Nicolás Maduro afirmou na última segunda-feira (15) que os Estados Unidos estariam preparando uma “agressão de caráter militar” contra seu país, e garantiu que seu governo está autorizado pelas leis internacionais para enfrentá-la. As declarações ocorreram em meio à presença de oito navios americanos no Caribe, em uma operação antidrogas que acusa Maduro de envolvimento com narcotráfico, além da oferta de uma recompensa de 50 milhões de dólares pela sua captura.
Maduro classificou a situação como uma série de agressões militar, diplomática, política e policial e acusou Washington de romper definitivamente as comunicações bilaterais, citando o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como “senhor da morte e da guerra”. O venezuelano também mencionou um ataque recente a um barco venezuelano, que resultou na morte de 11 pessoas, como exemplo da escalada de tensões.
Em resposta às ameaças percebidas, Maduro ordenou o envio de 25 mil soldados para os estados fronteiriços com a Colômbia e o Caribe, e convocou civis para se alistarem na Milícia Bolivariana. O governo também denunciou a retenção de um navio de pesca americano no Caribe venezuelano e alertou para o aumento da presença de aviões espiões dos EUA, segundo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. A escalada reforça o clima de tensão entre os dois países.
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