quinta, 23 de abril de 2026
12/10/2025   13:40h - Curiosidades

Luz LED "frita" células de câncer e poupa as saudáveis

Uma equipe da Universidade do Texas (Austin), em parceria com a Universidade do Porto, desenvolveu uma terapia fototérmica que usa LED infravermelho próximo para ativar nanoflocos de estanho (SnOx). O resultado, em laboratório: até 92% de morte de células de câncer de pele e cerca de 50% em câncer colorretal, com baixa toxicidade para células saudáveis. Não é ficção; está publicado na ACS Nano e em comunicados oficiais das universidades.
 

A lógica é: os nanoflocos de SnOxabsorvem a luz no infravermelho próximoe convertem em calor, bem ali onde estão. Como células tumorais tendem a acumular mais desses materiais e são mais sensíveis a estresse térmico, o aquecimento vira golpe seletivo. Diferente de lasers caros e agressivos, o LED oferece custo baixo, equipamento compacto e menos risco de dano colateral, abrindo porta para terapias mais acessíveis.
 

Lasers são potentes, mas exigem infraestrutura especializada, custam caro e podem deteriorar tecido fora da mira. O LED infravermelho, customizado pelos pesquisadores, entrega a energia na dose certa, com melhor controle e hardware mais barato. A imagem de microscopia com células verdes (vivas) e vermelhas (mortas) ajuda a visualizar o efeito seletivo da terapia.

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