O presidente Lula e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciaram um conjunto de iniciativas para potencializar o desenvolvimento sustentável no país. Lançadas para abrir as celebrações ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que ocorre nesta quinta-feira (5/6), o pacote inclui a destinação de R$ 825 milhões, o maior volume já disponibilizado pelo Fundo Amazônia, ao Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para apoiar ações de fiscalização ambiental e controle do desmatamento. Também traz a criação de três Unidades de Conservação federais, como a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, no Espírito Santo, resultado de acordo judicial para reparar danos causados pela tragédia de Mariana (MG). Entre as medidas, estão ainda a instituição da Estratégia Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável dos Recifes de Coral (ProCoral) e da nova Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb), além da ampliação do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O presidente destacou que o aporte recorde do Fundo Amazônia ao Ibama é “resultado da seriedade da luta contra o desmatamento”. “Não tenho dúvida nenhuma de que poucos países do mundo têm trabalhado de forma incansável para atingir não a meta que alguém nos impôs, mas a meta que nós nos impusemos. Porque somos um governo que acredita que existe uma crise climática de verdade, que não é fantasia de academia, é a pura realidade que está acontecendo no mundo neste momento”, afirmou. “Não tivemos medo de apresentar nossa NDC, ela é corajosa, como é corajosa a decisão de acabar com o desmatamento até 2030. Não foi ninguém que nos pediu para fazer, nós é que decidimos que era possível fazer. Aí temos que conversar com prefeitos, governadores e todo mundo da sociedade que possa dar uma chance de contribuição”, pontuou o presidente. “Estamos dando uma demonstração de civilidade ao mundo.” Marina ressaltou a queda do desmatamento na Amazônia de cerca de 46% em 2024 na comparação a 2022, obtida sobretudo por meio de ações de comando e controle, mas declarou que, para que a redução se mantenha, é necessária a transição “de um modelo de desenvolvimento predatório para um modelo sustentável”.
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