As defesas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem acionar menos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar o que consideram campanha antecipada do oponente. Decisões recentes da Corte provocaram essa mudança de estratégia.
Na semana passada, o tribunal negou dois pedidos do PT para considerar propaganda antecipada motociatas realizadas nas cidades goianas e Cuiabá e Rio Verde com a presença de Bolsonaro. Em decisões individuais, os ministros Raul Araújo e Maria Claudia Buccianeri consideraram que não houve irregularidade, por não ter havido pedido explícito de votos nos eventos.
Fontes da campanha do PT afirmam que a decisão desanimou o partido a entrar com outras ações contra atos semelhantes, porque detectaram no TSE uma tendência de analisar a legislação eleitoral com menos rigor neste ano em relação a propaganda antecipada.
Por parte da campanha de Bolsonaro, a estratégia já era a de acionar pouco o TSE contra Lula.
Advogados fizeram essa avaliação depois que o tribunal, a pedido do PL, proibiu manifestações contra ou a favor de candidatos no Lolapallooza, em março. Depois disso, a campanha foi criticada por setores da sociedade por tentar cercear a liberdade de expressão.