Durante entrevista em Montevidéu no último sábado (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a necessidade de um acordo para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia. Lula criticou a demora da comunidade internacional em buscar negociações efetivas e ressaltou que a paz só será possível com o envolvimento direto dos líderes de ambos os países. "A União Europeia agora quer que o Zelensky participe das conversas, mas por muito tempo não aceitou dialogar com Putin. Não há paz sem o envolvimento dos dois presidentes em conflito", afirmou. O tema também foi debatido por Lula em um encontro com o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier.
Lula classificou como "grotesca e desrespeitosa" a discussão pública entre os líderes dos Estados Unidos e da Ucrânia na Casa Branca, que repercutiu mundialmente. Para o presidente brasileiro, a Europa pode acabar arcando com a reconstrução da Ucrânia e os impactos da guerra, enquanto grandes potências se isentam de responsabilidade. Ele ainda destacou que os trilhões de dólares investidos em armamentos poderiam ser direcionados a combater as mudanças climáticas e preservar florestas. "O mundo precisa de paz, não de mais gastos com guerra", disse.
Além do cenário internacional, Lula reforçou a importância da reaproximação entre Brasil e Uruguai e defendeu o fortalecimento da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
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