O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nessa sexta-feira (27) que não decretará uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no Rio de Janeiro para conter a crise de segurança pública no Estado “enquanto for presidente”. Disse ainda que não cabe a militares das Forças Armadas ficar nas favelas “brigando com bandido”.
Confira o trecho da fala do presidente que participou de um café da manhã realizado com 37 jornalistas no Palácio do Planalto: “Tive reuniões com os 3 comandantes das Forças Armadas e com o ministro José Múcio (Defesa) para discutir a participação deles no Rio de Janeiro. Eu não quero as Forças Armadas nas favelas brigando com bandidos. Não é esse o papel das Forças Armadas. E enquanto eu for presidente, não tem GLO. Fui eleito para governar esse país e vou governar”.
Na última quarta-feira (25), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também negou a necessidade de um decreto de GLO para o Estado e disse esperar o uso de militares no reforço da segurança do Rio. Ele esteve em Brasília nesta semana para pedir apoio federal no combate ao crime organizado no Estado. O governo enviou reforço da Força Nacional e discute como as Forças Armadas podem atuar nos próximos dias.
A Constituição garante ao presidente convocar as Forças Armadas nos casos em que há o esgotamento das forças de segurança pública tradicionais em situações consideradas graves perturbações da ordem. No caso de GLO, militares passam a ter poder de polícia.
Para Lula, a última experiência de GLO Rio foi cara e não deu resultados. “Não vamos fazer nenhuma intervenção como foi feita há pouco tempo atrás em que se gastou uma fortuna com o Exército no Rio e não se resolveu nada. Quando se faz intervenção abrupta, os bandidos tiram férias. Quando termina a intervenção, eles voltam”.
De acordo com o presidente, a Aeronáutica ajudará a reforçar a segurança nos aeroportos, a Marinha poderá ajudar na segurança dos portos. E por fim, a Polícia Federal pode ajudar com inteligência, na identificação de criminosos.
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