O consumo de medicamentos no Brasil cresce anualmente e a previsão é que a indústria farmacêutica do país expanda 30% até 2027, segundo a consultoria Redirection Internacional. Esse aumento traz à tona a preocupação com o descarte inadequado desses produtos, que representa riscos tanto à saúde pública quanto ao meio ambiente. A logística reversa de medicamentos se apresenta como uma solução crucial para evitar a contaminação do solo e dos recursos hídricos, um problema que pode surgir quando resíduos farmacêuticos são descartados de forma incorreta prejudicando o meio ambiente.
A Anvisa classifica medicamentos como resíduos de risco “B”, com potencial de inflamabilidade, corrosividade e toxicidade, podendo contaminar o solo e a água. A regulamentação da logística reversa, instituída pelo governo federal em 2020, exige que fabricantes e distribuidores criem pontos de coleta para garantir o descarte correto dos remédios, principalmente em cidades com mais de 100 mil habitantes. Em Manaus, o Grupo Tapajós, líder no varejo farmacêutico da região Norte, já implementou essa prática em 36 farmácias, facilitando o acesso da população a pontos de descarte.
A população ainda desconhece amplamente os perigos ambientais e à saúde do descarte inadequado de medicamentos. Jogar remédios vencidos no lixo comum ou despejá-los em esgotos pode contaminar os recursos hídricos e provocar intoxicações acidentais. Por isso, a logística reversa se torna essencial para reduzir o impacto ambiental e proteger a saúde pública.
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