O presidente da Lituânia, Gitanas Naus?da, afirmou ontem (2) que partidos com representação no Parlamento chegaram a um acordo para revisar a Constituição do país e retirar a proibição ao armazenamento de armas nucleares em território lituano. A medida, segundo ele, busca ampliar a capacidade de resposta do país diante da piora do cenário de segurança na Europa.
De acordo com Naus?da, a atual Constituição foi elaborada em um contexto geopolítico diferente e não reflete mais os riscos enfrentados pelo país em meio à guerra na Ucrânia e às tensões crescentes entre a Otan e a Rússia. O presidente ressaltou, no entanto, que não há planos imediatos para a instalação de armas nucleares na Lituânia, mas que a mudança abriria espaço legal para decisões futuras caso o ambiente de segurança se deteriore ainda mais.
A iniciativa segue uma tendência entre países do Leste Europeu de reforçar suas estratégias de defesa. A Finlândia, recentemente, revogou uma proibição semelhante, enquanto a Polônia tem defendido o fortalecimento da presença nuclear aliada na região diante da escalada de tensões com a Rússia e do reposicionamento militar russo em Belarus.
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