quinta, 23 de abril de 2026
01/03/2025   08:10h - Entrevistas

Lincoln Nunes - Diretor-Presidente da PRODAM, fala ao ON Jornal sobre os trabalhos junto à SUFRAMA e as próximas ações inovadoras do órgão

A Processamento de Dados Amazonas S.A. (PRODAM) é uma empresa pública que tem como missão fornecer soluções tecnológicas para o governo do Amazonas e para outras instituições públicas e privadas.

 

A empresa atua há 54 anos em diversas áreas, como desenvolvimento de sistemas, infraestrutura de tecnologia da informação, segurança cibernética e inteligência artificial, se tornando referencia em todo o Brasil.

 

O órgão de tecnologia, também atende o setor privado entregando soluções que podem ser encontradas no varejo, em empresas de Telecom, clínicas de trânsito, centro de formação de condutores e em empresas da Zona Franca de Manaus, que nesta sexta-feira (28), celebrou 58 anos de fundação.

 

ON Jornal entrevistou, com exclusividade, o Diretor-Presidente da PRODAM, Lincoln Nunes, que falou sobre o trabalho do órgão junto a autarquia e as próximas ações inovadoras que estão por vir. Confira.

 

ON Jornal– O órgão está há 54 anos trabalhando em soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação no Amazonas. Quais foram as principais inovações que a Prodam executou nos últimos anos?

 

Lincoln Nunes – Eu posso falar dos últimos 4 anos, desde 2020, que é desde que eu estou à frente da PRODAM. Nós conseguimos trazer tecnologias de ponta para a empresa, fazendo com que os serviços públicos sejam entregues com maior facilidade, menor custo, mais rapidez e modernidade. Quando eu falo modernidade, é trazer equipamentos novos, como também trazer tecnologias de desenvolvimento para o nosso pessoal.

 

ON Jornal– Na prática, como funciona o apoio tecnológico da instituição às iniciativas pública e privada?

 

Lincoln Nunes – Basicamente, a PRODAN, hoje, ela é responsável por sistemas como o sistema de educação, sistema de trânsito, atende a Secretaria de Segurança Pública, temos a Secretaria de Saúde que hospeda os seus sistemas aqui, somos parceiros da SEFAZ e funcionamos também como backup da SUFRAMA. Além disso, somos backup do TRE-AM. Guardamos os ativos do órgão aqui para evitar que algum dano que ocorra lá, perca as informações, como outros que a gente também opera.

 

No lado privado, nós atuamos, por exemplo, com a TVLAR, que é uma loja de departamentos da cidade, em que nós temos 71 lojas aqui e eles praticamente não têm nenhum equipamento, tudo para eles roda de forma virtual, nós somos o data center da TVLAR.

 

ON Jornal– Nesta semana, a Zona Franca de Manaus celebra 58 anos de desenvolvimento. Como a PRODAM atua para fortalecer a economia digital no modelo da ZFM?

 

Lincoln Nunes – Isso é muito interessante, porque na época que eu cheguei aqui, tudo que era comprado pela PRODAM, era comprado no mercado nacional, ou seja, não se beneficiava dos impostos que ela tem direito pelas leis de Zona Franca.

 

E o uso dos benefícios da Zona Franca para a aquisição de equipamentos de data center, ou seja, notebooks que a gente faz hoje, também retorna para as empresas que estão no Distrito Industrial. Isso acontece porque contribui para o desenvolvimento delas, porque a gente puxa mais por essas empresas em função das nossas necessidades e no entorno, ou seja, no retorno, eles também ganham em melhoria de tecnologia para entrega de novos equipamentos para o mercado.

 

ON Jornal – Quais ações devem ser realizadas para que, cada vez mais, as empresas entendam a importância da segurança cibernética?

 

Lincoln Nunes – Hoje, no Brasil, nós temos três grandes empresas, SERPRO, Dataprev e PRODAN, de todas as empresas de processamento de dados que estão habilitadas na ISO 9001, na 27001, que é a ISO de segurança, e na ISO 27701, de privacidade. Então, hoje nós estamos nesse seleto grupo de empresas que podem prover esse tipo de garantia para os seus clientes.

 

Isso não quer dizer que nós não tenhamos a necessidade de estar todos os dias correndo atrás de segurança, mas nós contribuímos e participamos de um grupo chamado, de uma associação chamada ABEP, que é a Associação Brasileira de Empresas de Processamento de Dados e Tecnologia da Informação, onde a PRODAM ocupa o cargo de vice-presidência. Nesse grupo, a gente discute tecnologia, inteligência artificial e outras inovações.

 

ON Jornal- Qual o planejamento voltado, especificamente, para o Polo industrial de Manaus? Quais parcerias?

 

Lincoln Nunes – Hoje, na verdade, nós trabalhamos muito com a Positivo, que é uma empresa que desenvolve os equipamentos da Nutanix e nos entrega esses equipamentos dentro da lei de informática. Trabalhamos com uma empresa de notebooks de alta performance, que é a Avell. Trabalhamos com a Samsung, porque os nossos equipamentos aqui de áudio e vídeo também são da Samsung.

 

Então, a gente está mantendo esse contato com eles. Já existem outras empresas em que a gente está buscando desenvolver parcerias, tipo a TCL, que tem fabricação de câmeras.

 

A Intelbras, onde a gente tem equipamentos de monitoramento da nossa segurança interna que a gente utiliza. As nossas Catracas, que é um projeto desenvolvido pela PRODAM. A parte física vem deles, eles nos ajudam com isso daí. Então, existe sempre uma troca. O que a gente faz internamente com o que a gente traz do mercado.

 

ON Jornal – Como a PRODAM está trabalhando a inclusão de Inteligência Artificial nos serviços?

 

Lincoln Nunes – Hoje, nós temos um grupo aqui, que trabalha com desenvolvimento de IA’s. E participamos de um grupo onde a gente está com a proposta de trazer uma IA mais brasileira, uma cara mais nacional.

 

A PRODAM, junto com Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro e o Tocantins, participamos de um grupo que está levando para o Senado, sugestões para a relatoria da lei de Inteligência Artificial. Ou seja, para que a gente coloque posições das áreas técnicas do Brasil inteiro e que não fique restrito somente ao conhecimento pedagógico jurídico.

 

ON Jornal– O que a sociedade amazonense pode esperar do trabalho de Transformação Digital que o órgão está fazendo no estado? O que mudará daqui pra frente?

 

Lincoln Nunes – O governador Wilson Lima tem como meta fazer com que o governo possa entregar para o cidadão todos os serviços de forma online.

 

Nós temos um bom exemplo disso, que são os processos de matrícula no Estado. Hoje, a matrícula é feita do fundamental ao ensino médio de forma online. Então, o único Estado da Federação que faz esse tipo de matrícula é o Estado do Amazonas. Isso já nos dá um diferencial.

 

A gente já tem o Detran Digital também que é um projeto que atinge o cidadão amazonense. Ou seja, todas as cartas de serviço de todas as multidisciplinas que nós temos no governo de forma mais célere, mais rápida, evitando filas.

 

Além disso, o governo está fazendo um trabalho excelente agora com a saúde fazendo com que o cidadão também tenha acesso de forma digital à saúde.

 

Agora sobre a Zona Franca de Manaus, eu acho que a SUFRAMA, faz um trabalho ímpar.

 

Eu acompanho o trabalho da SUFRAMA, trabalhei 21 anos no Polo Industrial, então eu sei exatamente o que a SUFRAMA faz, como a SUFRAMA faz. Eu sei o incentivo que ela dá não só para as empresas, mas para a área educacional, porque você consegue trazer das empresas investimento de pesquisa e desenvolvimento que faz com que o cidadão amazonense e do interior também, através do nosso CETAM aqui, tenha a possibilidade de poder usufruir desses benefícios, usufruir desse capital que está à disposição da SUFRAMA e que é distribuído pelos centros capacitados a fazer isso, tipo IFAM, Fundação Matias Machline, para que esse capital, dinheiro, volte como capital intelectual e desenvolva o nosso cidadão. Então, parabéns Suframa e Zona Franca de Manaus. 

   

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