Os líderes do exército e as forças paramilitares em guerra no Sudão concordaram com uma trégua de sete dias, de 4 a 11 de maio, em conversa por telefone com o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, anunciou o Ministério das Relações Exteriores do Sudão do Sul nessa terça-feira (2).
Desde que as forças militares e representantes civis assinaram em dezembro um acordo de transição, estão em andamento negociações para integrar as FAR ao exército sudanês. Analistas acreditam que Hemedti, cujo grupo paramilitar é estimado em 100 mil homens, não seria a favor da reestruturação.
Em fevereiro, num discurso que chamou o golpe de "erro", Hemedti descreveu a ação como a "porta de entrada para o antigo regime".
Uma semana antes do discurso, Burhan disse que não toleraria as FAR operando de forma independente, enfatizando a importância da fusão do grupo paramilitar com o exército. Em resposta, Hemedti disse que "representantes do antigo regime" queriam "provocar uma cisão" entre as FAR e as forças armadas.
A assinatura de um acordo para nomear um governo civil estava marcada para o início deste mês, no entanto, foi indefinidamente adiada no último minuto.
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