O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, puxou para si a responsabilidade pelo motim realizado pelos deputados bolsonaristas e de oposição ao plenário da Casa, como resposta à prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, os líderes destes partidos de oposição fecharam um acordo para o fim do motim, que foi informado ao presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
"O Motta não deu ok, nem nada. Nós só comunicamos ele o acordo dos líderes", afirmou o parlamentar, em entrevista ao Estúdio i, da Globo News. Sóstenes detalhou como foi a negociação, entre representantes do PL, União Brasil, Progressistas e Novo.
"Nós decidimos que esses líderes, que compomos a maioria da Casa, estabeleceremos como prioridade o fim do foro e, a seguir, a anistia [para o 8/1]. Foi esse o acordo feito entre os líderes, depois fomos à sala do Hugo Motta, comunicamos o acordo e combinamos com o presidente que nós, líderes, iríamos comunicar o acordo para descer [ao plenário]". Depois do acordo, o presidente Hugo Motta enfrentou dificuldades para chegar até o plenário e precisou de ajuda de outros deputados para conseguir sentar em sua cadeira -- que estava obstruída pelo deputado do partido Novo Marcel van Hattem. Motta, inclusive, discute a suspensão dos mandatos de Van Hatten, Marcos Pollon e Zé Trovão por ocupação bolsonarista na Câmara, como informado pelo blog do Octavio Guedes.
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