A beleza das cerejeiras vai muito além da floração que colore paisagens e inspira festivais em países como Japão e China. Por trás do espetáculo visual, essas árvores escondem detalhes surpreendentes sobre seu funcionamento biológico. Assim como abrimos as janelas de um carro para permitir a circulação do ar, as árvores também possuem mecanismos que garantem a troca de gases com o ambiente e não apenas pelas folhas, como muitos imaginam.
Nas folhas, o processo ocorre por meio dos estômatos, pequenos poros responsáveis por absorver dióxido de carbono e liberar oxigênio durante a fotossíntese. No entanto, a respiração celular acontece em todos os tecidos vivos da planta, exigindo a absorção de oxigênio e a liberação de dióxido de carbono continuamente. Como troncos e galhos não possuem estômatos e ainda são protegidos pela casca que atua como barreira contra insetos e doenças, a ciência explica que outras estruturas entram em ação para manter a árvore viva e saudável.
Essas estruturas são as lenticelas, pequenas fissuras visíveis na casca, especialmente marcantes em árvores como a cerejeira e a bétula. Com formato semelhante ao de uma lente, elas funcionam como verdadeiras “janelas” naturais, permitindo a passagem de gases entre o interior da planta e o ambiente externo. Mesmo discretas, as lenticelas são fundamentais para a sobrevivência das árvores, garantindo a respiração adequada inclusive em períodos de altas temperaturas e reforçando a complexidade dos processos naturais que sustentam a vida vegetal.
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