Tuesday, 09 de June de 2026
30/03/2021   08:25h - Justiça

Laudos põem em xeque versão de que Adriano foi morto em conflito com PM

 Laudos feitos por peritos do Ministério Público (MP) da Bahia e do Rio questionam a versão de que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano, foi morto após reagir à bala à prisão, no interior baiano, em fevereiro de 2020. Segundo essa versão oficial, o ex-PM, que era suspeito de ligações com um “consórcio” de matadores de aluguel e uma milícia na zona oeste carioca, teria respondido com sete tiros à ordem para se render. Foi, então, abatido por dois disparos por policiais militares. Reportagem do Fantástico, da Rede Globo, exibida neste domingo, 28, põe em dúvida essas afirmações. 

Baseado em duas necropsias, o resultado da análise diverge do inquérito da Polícia Civil da Bahia. A investigação concluiu que o acusado de chefiar o Escritório do Crime e também citado no caso das “rachadinhas” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) morreu em confronto. A ex-mulher e a mãe de Adriano eram assessoras presumivelmente fantasmas do parlamentar, no suposto esquema para desviar salários para o próprio deputado, quando era deputado estadual. Por ele, Flávio foi denunciado à Justiça, com outras 16 pessoas, por peculato (desvio de dinheiro por servidor), organização criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

O inquérito policial concluído em agosto do ano passado também descartou qualquer hipótese de que Adriano tenha sido torturado antes de ser executado. Segundo a polícia baiana, um corte na cabeça usado para questionar se ele teria sofrido coronhadas de armas dos policiais seria, na verdade, um ferimento produzido após a queda dele já baleado. O ex-PM teria batido em algum objeto – que pode ser uma quina, por exemplo.

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