Pesquisadores descobriram que as lagartas da espécie Galleria mellonella, também conhecidas como larvas de mariposa-da-cera, são capazes de degradar plástico de forma surpreendentemente eficaz. Em laboratório, cerca de 2 mil delas consumiram uma sacola de polietileno um dos plásticos mais resistentes em menos de 24 horas. A revelação, apresentada na Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental, na Bélgica, reacende a esperança por soluções biológicas para o combate à poluição plástica global.
O estudo mostrou que, ao digerir o plástico, as lagartas não apenas quebram sua estrutura química, como também o transformam em gordura corporal. Embora não sobrevivam por muito tempo com uma dieta exclusiva de plástico, os cientistas já trabalham em um plano para balancear sua alimentação com nutrientes naturais, ampliando sua capacidade de biodegradação sem comprometer sua saúde.
Além de representar um possível avanço na luta contra o lixo plástico, os pesquisadores cogitam uma aplicação extra: usar as lagartas como alimento rico em proteínas para a piscicultura. O próximo passo é decidir entre criar colônias massivas ou replicar o processo digestivo fora do organismo o que pode revolucionar a forma como reciclamos plásticos hoje.
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