O Kremlin afirmou neste domingo (3) que está acompanhando de perto a situação na Venezuela após reportagens indicarem que o presidente Nicolás Maduro teria solicitado apoio militar à Rússia. Segundo o The Washington Post, documentos internos do governo dos Estados Unidos apontam que o líder venezuelano pediu a Vladimir Putin radares defensivos, reparos em aeronaves e possivelmente mísseis, em carta enviada por meio de um assessor sênior que esteve em Moscou no mês passado.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Moscou mantém “contato constante com Caracas” e disse que a prioridade russa é evitar a escalada de tensões na região. “Estamos acompanhando de perto o que está acontecendo na Venezuela. Queremos que tudo permaneça em paz e que não surjam novos conflitos. O mundo já está cheio de tensões”, afirmou, em entrevista à agência Tass.
O Washington Post também menciona uma carta enviada por Maduro ao presidente chinês Xi Jinping, sugerindo ampliar a cooperação militar entre China e Venezuela como resposta ao aumento das tensões com os Estados Unidos. Nas últimas semanas, Washington realizou mais de dez ataques contra embarcações que, segundo o governo americano, transportavam drogas a partir de águas venezuelanas, ações que deixaram ao menos 61 mortos. Sem apresentar provas, os EUA sustentam as acusações, enquanto Maduro nega qualquer envolvimento. A Rússia, aliada histórica de Caracas, tem reforçado seu apoio diplomático e militar ao país sul-americano, mantendo acordos de cooperação energética, tecnológica e de defesa.
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