O ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou ontem (1º) que deixará seu assento como deputado por Holborn e St. Pancras, em Londres. Segundo o político trabalhista, a decisão permitirá que ele se concentre em questões internacionais, especialmente nas áreas de defesa, segurança, comércio e tecnologia.
Starmer tornou-se primeiro-ministro em julho de 2024, após uma ampla vitória do Partido Trabalhista nas eleições gerais que encerrou 14 anos de governos conservadores. Em 22 de junho deste ano, porém, renunciou ao cargo de primeiro-ministro e à liderança da legenda, após perder popularidade entre eleitores e enfrentar críticas dentro do próprio partido.
Durante sua passagem pelo governo, Starmer enfrentou controvérsias e dificuldades políticas, incluindo derrotas em eleições locais e pressão relacionada aos vínculos do ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o financista Jeffrey Epstein. O ex-premiê também teve atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em razão da posição britânica sobre as operações militares contra o Irã.
Com a saída de Starmer do Parlamento, uma eleição suplementar será realizada para escolher seu substituto na circunscrição londrina, considerada um reduto trabalhista. O ex-primeiro-ministro afirmou que pretende direcionar sua atuação para temas internacionais em um cenário que considera marcado por rápidas transformações.
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