Uma decisão judicial determinou que os servidores designados para licenciamento ambiental, gestão das unidades de conservação, resgate e reabilitação da fauna, controle e prevenção de incêndios florestais e emergências suspendam a paralisação iniciada no fim de junho. Em caso de descumprimento, foi fixada uma multa diária de R$ 200 mil.
Apesar de suspenderem a greve, as entidades representativas dos trabalhadores enfatizaram que a decisão judicial não implica aceitação das suas reivindicações. Em nota conjunta, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef)/Federação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Fenadsef) e a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional) informaram que vão recorrer da decisão.
"Encaminharemos recurso na instância competente, embora sem efeito suspensivo, e continuaremos a luta pelas reivindicações. Apenas as áreas específicas ordenadas pela decisão judicial voltarão às atividades. Os demais servidores seguirão em greve", declararam as entidades.
A greve dos servidores públicos federais das áreas do meio ambiente teve início em 24 de junho e, a partir de 1º de julho, expandiu-se para todo o país. O movimento reivindica a reestruturação de carreira, melhorias nas condições de trabalho e a realização de novos concursos públicos.
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