quinta, 23 de abril de 2026
27/12/2025   14:20h - Economia

Juros do crédito pessoal e cartão rotativo avançam para as famílias no país

As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para as famílias e caíram para as empresas em novembro, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central. O destaque foi o crédito pessoal não consignado, que saltou para 106,6% ao ano, e o cartão de crédito rotativo, que atingiu a marca de 440,5% ao ano, permanecendo como uma das modalidades mais caras do mercado.

 

A alta nos juros bancários reflete o ciclo de elevação da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Ao encarecer o crédito, o Banco Central busca conter a inflação e esfriar o consumo. Enquanto o custo para as pessoas físicas subiu 0,9 ponto percentual no mês, os juros para empresas apresentaram uma leve queda de 0,6 ponto percentual nas novas contratações de crédito livre.

 

O relatório também aponta um aumento no endividamento das famílias, que atingiu 49,3% em outubro. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também subiu, chegando a 29,4%. A inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) ficou em 4,7% para as pessoas físicas, evidenciando o impacto dos juros elevados no orçamento doméstico.

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