quinta, 23 de abril de 2026
27/03/2023   15:55h - Bolsas & Ações

Juro alto atrai investidor de renda fixa, mas derruba emissões de debêntures

A renda fixa tornou-se a “queridinha” dos investidores em razão das altas taxas de juros, que devem permanecer ainda por alguns meses. Mas, se atraem os investidores, eles são um motivo para o “anda e para” das emissões de papéis como as debêntures – que pertencem à classe de renda fixa.

 

Levantamento da Quantum Finance mostra que o ritmo de emissões de debêntures está em “marcha lenta”no primeiro trimestre deste ano. Foram feitas 28 emissões entre janeiro e a última quarta-feira (22), com montante de aproximadamente R$ 20 bilhões. Esse volume representa apenas 8% do total registrado em 2022, de R$ 248,5 bilhões – embora quase um quarto do ano novo já tenha passado.

 

Isso significa que todas as emissões realizadas neste ano não alcançam o valor da média mensal de novas debêntures lançadas no ano passado – que ficou um pouco acima de R$ 20 bilhões por mês.

 

A maioria das debêntures distribuídas em 2023 foi de companhias do setor de energia. Destacam-se também empresas de saneamento, saúde, telecomunicações e tecnologia.

 

Neste momento, estão em andamento as emissões de 20 novos títulos, num total de R$ 14,2 bilhões.

 

Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais. Em alguns aspectos, seu funcionamento lembra o dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto. Só que em vez de financiar o governo, quem compra debêntures empresta dinheiro para uma empresa construir uma nova fábrica.

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