Uma juíza federal dos Estados Unidos bloqueou a iniciativa do governo do presidente Donald Trump que previa o encerramento do status legal de mais de 8,4 mil familiares de cidadãos norte-americanos e portadores de green card oriundos de sete países da América Latina. A decisão foi tomada pela juíza distrital Indira Talwani, de Boston, que emitiu uma liminar preliminar na noite de sábado (24), impedindo o Departamento de Segurança Interna (DHS) de suspender os programas de entrada condicional humanitária.
A medida atinge imigrantes de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras, que foram autorizados a viver nos Estados Unidos por meio de programas de reunificação familiar criados ou modernizados durante o governo do ex-presidente Joe Biden. Esses programas permitem que cidadãos norte-americanos ou residentes permanentes patrocinem parentes próximos, possibilitando a permanência legal no país enquanto aguardam a liberação de vistos de imigração.
Ao justificar a decisão, Talwani afirmou que o Departamento de Segurança Interna não apresentou fundamentos suficientes para alegar fraudes ou abusos nos programas, nem avaliou adequadamente o impacto da medida sobre as famílias beneficiadas, muitas das quais venderam bens ou deixaram empregos em seus países de origem. Segundo a juíza, a mudança de política foi “arbitrária e caprichosa”. A decisão ocorre no contexto de uma ação coletiva movida por defensores dos direitos dos imigrantes, que contestam a reversão mais ampla das políticas de entrada condicional adotadas anteriormente pelo governo norte-americano.
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